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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Achei um gatinho bebê, o que devo fazer?





Essa é uma pergunta que muitas vezes me fazem.
Infelizmente a crueldade em tirar da mãe filhotes muito pequenos, bebês incapazes de sobreviver sozinhos, é coisa comum de acontecer. 
Por incrível que pareça, alguns humanos acham “uma maldade castrar seus animais”, mas não vêem maldade em abandonar à própria sorte ou até mesmo sacrificar, filhotes que não desejam.
Por isso tantas pessoas encontram bebês gatos nas ruas.
Se isso acontecer, antes de tudo, não entre em pânico.
Se você dispõe de paciência, tempo, amor e determinação, você está apto a realizar esta trabalhosa tarefa. E acredite, a recompensa pelo trabalho no final é imensa.
É trabalhoso sim, mas o período mais difícil, trinta dias iniciais de vida, é bem curto.
Passei por essa experiência antes de ser Veterinária. Por isso acho que conheço os dois lados do problema. 
Hoje existem produtos no mercado, como leite em pó para gatinhos e mamadeiras próprias, que facilitam bem a tarefa, coisa que na época não havia. Era na base do improviso.

Em março de 1986, encontrei 3 gatinhos, irmãos de ninhada, abandonados na rua dentro de um saco de papel. Acredito que tinham por volta de 15 dias.
Foi muito trabalhoso, mas como recompensa ganhei o amor incondicional de meus “filhos gatos” – Tara Elvis, Sheeba e Docinho.
Eles já não estão mais entre nós, fisicamente.  Docinho se foi com 11 anos. Tara e Sheeba com 15.  O amor, lealdade e companheirismo são inesquecíveis e continuam comigo eternamente. Por isso digo que vale a pena!
Se você encontrou um bebê gato, a primeira coisa a fazer é levá-lo a um veterinário assim que for possível. Ele irá examiná-lo, ver seu estado de saúde, calcular sua idade e orientar você a respeito dos cuidados, vacinas, etc.
Se notar que o gatinho está muito desidratado,  não responde a estímulos, debilitado por não se alimentar há muito tempo, você pode dar  Pedialyte sem sabor, que se compra em qualquer farmácia, ou passar glucose de milho (Karo) na sua gengiva para elevar o nível de açúcar no sangue. Com isso você ganhará um tempo precioso para conseguir chegar ao veterinário mais próximo.  
Se você já tiver outros gatos em casa, o gatinho deverá ficar de quarentena. Isso evitará que  ele passe, caso tenha, alguma doença para os gatos já existentes.
A separação também evitará acidentes, já que ele é pequeno e indefeso. Os mais velhos podem considerá-lo uma ameaça, um estranho que invadiu seu território. É necessário um tempo de exposição lento e gradual, sob supervisão, para que se acostumem uns aos outros. Mas não nessa fase do pequeno.
Providencie uma caixa de papelão forte. Se estiver em época de frio, forre com bastante jornal, toalhas velhas mas macias, cobertores velhos, etc. para deixá-lo aquecido. Isso é muito importante. O frio pode matar um filhote em pouco tempo. Se no lugar onde você mora faz muito frio, será necessário algum tipo de aquecimento, como uma bolsa de água quente colocada debaixo de toalhas. Mas por favor  CUIDADO, não é para assar os pequenos, mas sim aquecê-los. Cuidado com a temperatura. Calor em excesso também pode ser fatal.
A caixa dos gatinhos deve ficar em local protegido de correntes de ar, calmo e com pouco barulho. Você pode colocar uma tolha por cima da caixa, deixando, é claro, uma abertura para a passagem e renovação de ar. A tolha manterá a caixa aquecida e no escuro, ajudando os pequenos a dormir.
Se você tiver algum bichinho de pelúcia ou algodão, lavável, pode colocá-lo na caixa. Assim eles terão a sensação de estarem com a mãe e ficarão mais tranqüilos.



Procure num bom Pet Shop por leite em pó específico para gatos e mamadeira. Em caso de emergência, até conseguir comprar o necessário, você pode improvisar com conta-gotas ou mesmo pequenas mamadeiras para bebês (chucas) tomarem chá ou remédio. Use leite para bebês, como o Nanon ou mesmo leite de vaca, mas isso por muito pouco tempo, já que esses tipos de leite causam diarréia. 
Se onde você está não existe leite para gatinhos, você pode utilizar uma receita especial de suscedâneo:
Receita do Suscedâneo:

1 litro de leite Integral
2 gemas
2 colheres de sopa de creme de leite
1 colher sopa de açúcar
1 pitada de sal

Modo de Preparo: Bata as gemas, acrescente o leite e coloque a ferver.
Quando estiver fervendo, coloque os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Dar a mamadeira a filhotes tão pequenos pode ser um grande desafio. Mas tenha calma e paciência. É tudo uma questão de tempo, prática e adequação para ambas as partes.
O importante é que o filhote se sinta estimulado a mamar. No início não vai ser fácil, já que ele não irá reconhecer naquela coisa de borracha as tetas de sua mãe. Mas a fome e o instinto de sobrevivência sempre falam mais alto. Para que ele não desista de sugar o bico da mamadeira, o tamanho do furo é muito importante. Se for muito pequeno ele se cansará logo e desistirá de mamar. Mas também não pode ser tão grande que ele se engasgue.
Se o gatinho se recusar a mamar, tente mudar a posição da mamadeira, do bico na boca, mude a posição do gatinho, até descobrir a forma que dá mais certo. A minha Docinho só mamava de barriga pra cima, em qualquer outra posição ela se recusava a mamar.
Se depois de tudo, ele continuar a se recusar, procure a ajuda de um veterinário.
Fique atento à quantidade que o gatinho mama e se perde peso. Eles devem mamar com intervalos regulares, que vão se espaçando a medida que crescem. Com 4 semanas, época do desmame, eles mamam apenas 2 vezes ao dia, já que comem papinha além da mamadeira.
Com 3 semanas você pode iniciar o processo de desmame. Geralmente não é difícil e os pequenos gostam de experimentar novos sabores. Acrescente ao leite, um pouco de sopa de bebê, batida no liquidificador.
Essa sopa é feita com legumes variados, carne branca de frango, um cereal (arroz, aveia, ou outro), um pouquinho de sal. Deixar cozinhar bem e depois de frio bater no liquidificador até ficar homogêneo. Ofereça morna.
Com 4 semanas ofereça a sopinha num pires, em pouca quantidade. Eles vão se sujar, mas estão aprendendo a comer sozinhos, e isso é ótimo pra você!
Após a festa, limpe-os com pano úmido em água morna, seque-os bem para que não sintam frio.




Outro ponto importante é a higiene. Você certamente não irá gostar, mas terá que substituir a mãe nessa tarefa também. Quando muito pequenos, os gatinhos só evacuam e urinam quando estimulados pelas lambidas da mãe, quando esta os lava após as mamadas. Calma, você não precisa lambê-los! Um algodão embebido em um pouquinho de água filtrada  morna já faz o serviço. Aproveite para limpá-los de resíduos de leite, fezes e urina, para que o local onde dormem e passam todo o tempo esteja sempre limpinho. Troque regularmente toalhas, jornais, etc.
Até abrirem os olhos, por volta de 10 dias, os gatinhos costumam produzir muito pouca fezes. Mas se não fizerem nada por mais do que dois dias, procure a ajuda do veterinário.
Com 3 semanas de idade, você pode fazer aos pequenos a primeira apresentação a uma caixa sanitária. Utilize uma caixa baixa e pequena, coloque um pouco de granulado sanitário e deixe que explorem a caixa. Se puder coloque um pouquinho das  “necessidades” na caixa, isso irá ajudar na aprendizagem. O instinto de enterrar na areia é natural e não precisa ser ensinado.
O período de 2 a 7 semanas é muito importante para a socialização. O contato positivo com humanos diferentes nessa fase, fará com que o gato cresça amistoso. 

sábado, 26 de maio de 2012

Abandono de animais pode virar crime e dar até 4 anos de prisão


Comissão de juristas do novo Código quer criminalizar maus-tratos e uso de animais para testes de cosméticos

Ricardo Brito - O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - A comissão de juristas do Senado também aprovou nesta sexta-feira, 25, uma extensa reformulação da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), trazendo delitos para o Código Penal. O colegiado tornou crime o abandono de animais, em áreas públicas ou privadas, com pena de até 4 anos de prisão e multa.




Atualmente, a conduta é enquadrada como contravenção penal, delito de baixo potencial ofensivo a ser punido com prisão de até 2 meses ou multa. No máximo, é considerado pela Justiça crime de maus-tratos a animais, embora isso não esteja explicitado em lei.
Neste mês, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo lançou uma cartilha educativa sobre o abandono de animais domésticos e silvestres em parques. A cartilha foi entregue aos diretores de todos os parques, que deverão distribui-las em ruas e escolas vizinhas.
A comissão aumentou também as penas para quem cometer abuso ou maus-tratos a animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos. A pena subiria de 3 meses a 1 ano de prisão para 1 a 4 anos, mantendo a multa.
Será enquadrado no crime quem realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. O principal exemplo é a utilização de animais em testes para produção de cosméticos.
A pena para o crime de abuso ou maus-tratos de animais seria aumentada de um sexto a um terço se ele sofrer lesão grave permanente ou mutilação. A pena poderia chegar a 6 anos de prisão se ocorrer morte do animal.
O tema atraiu a atenção de movimentos como o Crueldade Nunca Mais, que entregou à comissão um documento com mais de 50 mil assinaturas propondo maior rigor na legislação.
Tráfico. A comissão também aumentou as penas do crime de tráfico de animais, ovos ou larvas. A punição pode chegar a até 6 anos de prisão e multa. A pena ainda pode ser aumentada em até um terço se a conduta tiver como objetivo auferir lucro e em até dois terços, se for para exportação. Quem traficar produtos ou objetos do animal, como penas, peles e couros, sem autorização regulamentar, pode também ser enquadrado na mesma norma. Os juristas também elevaram a pena para quem introduzir um animal no País sem autorização oficial. A pena subiria de 3 meses a 1 ano de prisão para 1 a 4 anos, mantendo-se a multa.


Fonte: Estadão


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pedido de ajuda para a ONG "Adote um Gatinho"


Texto retirado do Facebook

Queridos amigos,

Antes de qualquer coisa, queremos que saibam que se esse pedido de ajuda não fosse absolutamente necessário, não o faríamos. Vocês não imaginam o quanto é difícil para nós ter que admitir que começamos o ano pensando em aumentar o AUG, em fazer da nossa ONG tão querida, tocada só com amor, uma empresa que se auto sustentasse. Esse seria o ano em que começaríamos a preparar a ONG para outras gerações, para que quando eu e a Susan estivermos velhinhas nosso trabalho continue e o AUG dure por muitos e muitos e muitos anos.

A realidade é que não estamos nem no meio do ano e estamos quebradas. Não sabemos se a queda nas doações acontece porque outras ONGs começaram a se organizar como a gente ou se é porque a maioria das pessoas não pode ajudar mais com doações. O nosso medo é que a popularidade do AUG esteja sendo confundida com estarmos grandes e organizadas demais e, por consequência, pensarem que não precisamos de doações.

Costumamos dizer que o AUG é mágico. Sempre que estamos em apuros financeiros algo acontece e acaba nos desafogando. Dessa vez, no entanto, nada aconteceu. As doações caíram drasticamente e a ONG continua não só mantendo o mesmo número de gatos como também segue fazendo resgates. Crescemos em tamanho e popularidade, mas esse crescimento nunca foi proporcional aos valores que arrecadamos. Como continuar assim?

Temos perdido o sono só de pensar na possibilidade de ter que parar os resgates, cuidar dos gatinhos que já temos e, em alguns anos, encerrar o AUG.

Quando começamos a ONG, há quase 10 anos, eu e Susan tínhamos 26 anos. Estávamos recém casadas e nunca tivemos tempo para brincar de casinha ou agradar nossos maridos porque queríamos mudar a vida dos gatinhos que eram resgatados. Graças a Deus temos muita sorte porque nossos maridos não só entendem nosso amor pelo que fazemos, como pagam por muitas das despesas da ONG do bolso deles. Isso porque, ao logo dos anos, além de abrir mão de uma vida calma e sossegada, também tivemos que deixar de lado nossas carreiras.

Se nos arrependemos? De jeito nenhum. O AUG é nossa vida, nosso legado, o "filho" que não tivemos. Não reclamamos das noites mal dormidas, de tudo que abdicamos, mesmo quando somos lembradas por nossos maridos ou algum familiar que insiste que deveríamos ter uma vida que para os outros é considerada normal.
"Normal" para gente não basta, queremos mais. Queremos ajudar os gatinhos, queremos que não falte ajuda para os coitadinhos estropiados, atropelados, queimados, mordidos, nem para as mamães nas ruas ou filhotes órfãos.

Escrever nosso boletim mensal e mostrar tudo que fizemos em um mês sempre foi motivo de orgulho para nós. Não parece, mas dá um trabalhão. Temos que juntar todos os casos, as fotos, descrever cada resgate, revisar e depois montar no formato que vocês recebem. Isso leva cerca de 5 dias inteiros! Costumávamos receber respostas comentando os resgates e, com elas, doações para que pudéssemos continuar o trabalho. Agora enviamos o boletim e temos a impressão que não são lidos, porque não são comentados. Recebemos pouca ajuda, geralmente das mesmas pessoas que ajudam todo mês. Antes resgatávamos 10 gatos por mês, depois 20, depois 30, 40, 50 e as doações não pagam mais tantas contas. Um gatinho muito doente pode custar a mesma coisa que 20 saudáveis, mas vamos negar ajuda para o doentinho? Vamos resgatar só gatos bonitos, mansinhos, que só precisam do básico e logo são doados? E os atropelados, queimados, aleijados, espancados? Deixamos sem cuidar? Não sabemos fazer isso.

Não sabemos como que, depois de quase 10 anos, não temos como aceitar esses casos. O que fizemos de errado? Tudo que fizemos foi trabalhar e mostrar que somos honestas, que somos uma nova cara da proteção animal, que somos um grupo que resgata, doa e se preocupa com a segurança e com a vida que eles vão ter.
O dinheiro que temos em caixa não é o suficiente nem para montarmos o Bazar de Natal, que já estávamos preparando, porque os produtos devem ser pensados agora. O sonho de comprar uma sede para o AUG ficou adiado, com outros sonhos que estão guardados em uma caixinha. Não temos nem como alojá-los com conforto onde estão por falta de dinheiro para pequenas reformas, que dirá comprar uma casa?

Eles não podem viver assim. Precisamos de uma sede, uma casa alugada e mudar nossos gatinhos de lugar. Tivemos um surto de pulgas que nos pegou desprevenidas. Em 5 anos naquele local nunca tivemos pulgas! Assim que percebemos o problema, retiramos os gatos de lá, tratamos todos e gastamos uma fortuna com o tratamento deles. Todos receberam e continuam recebendo aplicações de antipulgas e já fizemos duas dedetizações. Como o piso é taco, cheio de frestinhas, e tem pelo menos 70 anos, sugeriram um tipo de dedetização que exige que os gatos saiam do prédio por um mês. E onde vamos colocar 120 gatos por um mês?
Tivemos que mudá-los para o andar de cima, aquele que não podemos usar no verão porque é quente demais, e no inverno, frio demais. A sala permanece vazia porque não podemos colocar um piso frio e mais higiênico. Eles foram acomodados como foi possível. Os filhotes estão espremidos em uma salinha de 3x3m. Não podemos mudá-los para outra sala porque não bate sol nela e não temos dinheiro para fazer pequenas reformas que são necessárias.

Estamos esperando por um milagre. Um milagre que só pode vir das mãos de vocês que leram esse apelo. Precisamos de um espaço, ainda que temporário, com condições de higiene que permitam que a gente economize com limpeza. Precisamos de pessoal que possa medicá-los em horários quebrados para que a gente economize com veterinários e UTI, precisamos de dinheiro para montar o Bazar de Natal e, com o lucro, sustentar a ONG por mais algum tempo.

São muitos "precisamos", nós sabemos. Mas não temos a quem pedir. Não temos crédito em banco para um empréstimo, não temos um familiar rico que abrace a causa e nunca recebemos um centavo de ajuda do governo.

Por favor, não ignorem nosso pedido. As fotosmostram a situação dos gatinhos na nossa sede e o quanto é urgente tira-los de lá. O que já foi uma sala alegre com gatinhos brincando hoje é uma sala vazia, esperando reformas. O local onde vivem, uma laje fechada na década de 50 pelos donos do prédio, é frio ou quente demais. Cansamos de trocar as telhas, é o mesmo que jogar dinheiro fora.

Nossos gatinhos precisam de mais. Precisam de um lugar seguro. Precisam de espaço para viver enquanto esperam pela família ideal. E os ariscos e velhinhos precisam de qualidade de vida caso nunca sejam adotados.
Por favor, nos ajudem a melhorar a vida deles. Doem o que puderem para podermos investir no aluguel de uma casa e, quem sabe mais para frente, a compra de uma sede. Não adianta irmos para um local afastado se precisamos estar perto deles. Além da logística, existe o problema de segurança. Ano passado o prédio em que eles estão foi arrombado no dia do nosso Bazar de Natal. Por sorte foi coisa tão planejada que sabiam que no andar de cima só estavam os gatos e nem se deram ao trabalho de forçar a nossa porta. Em uma dessas, se estamos isoladas de tudo, logo viramos um alvo. Um bando de mulheres entrando e saindo de uma casa com gatos não é uma notícia que demora para se espalhar no bairro.

Nós temos pressa. E nossos gatinhos também. Por favor, ajudem. E desculpem o tom desesperado desse apelo, mas é muito difícil pensar que podemos ter feito tudo errado e quem vai pagar por isso são os 450 gatinhos que temos sob nossos cuidados.

Um grande beijo a todos,
Juliana, Susan e voluntários AUG

Itau 341 - agência 2970 - conta corrente 12869-6
Bradesco 237 - agência 3334 - conta corrente 6253-7
Razão Social: Adote um Gatinho
CNPJ: 08 858 329/ 0001-08


domingo, 20 de maio de 2012

Cão resgatado em coma alcoólico é adotado em Curitiba




Um filhote foi resgatado pela Polícia Militar em Curitiba quando estava à beira de um coma alcoólico, provocado por dois homens, que fugiram ao ver os policiais se aproximando.
O caso aconteceu na quarta-feira (16), em uma praça do bairro Novo Mundo.
Durante um patrulhamento, os soldados Moreira e Renê se depararam com os dois homens e perceberam que eles estavam dando bebida ao cachorro. Ao avistarem os policiais, os homens fugiram. O cãozinho, de apenas três meses, foi encontrado cambaleando e com os bigodes sujos de batida.
O policiais o levaram para uma clínica veterinária, onde ele foi diagnosticado com princípio de coma alcoólico. O cãozinho recebeu três doses de glicose, que os policiais pagaram do próprio bolso.
Com o cachorrinho fora de risco, os policiais se mobilizaram para que ele fosse adotado. Enviaram fotos para o fotógrafo João Carlos Frigério, que trabalha para a PM, e ele divulgou a história nas redes sociais.
Uma amiga do fotógrafo acabou adotando o cãozinho, que foi batizado com o nome de Whisky.

Fonte: UOL 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Novas regras para eutanásia animal?


O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (17) resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) que regulamenta a eutanásia de animais. O texto é uma revisão de normas que já existiam e traz uma atualização em relação aos métodos usados para fazer a eutanásia.
“Hoje, houve uma evolução muito grande do ponto de vista da farmacologia em relação aos analgésicos”, explicou Alberto Neves Costa, presidente da comissão de ética, bioética e bem-estar animal do CFMV.
A eutanásia é definida no texto como a morte do animal “por meio de método tecnicamente aceitável e cientificamente comprovado”, observando os princípios éticos.
“O objetivo da eutanásia é reduzir o máximo possível o sofrimento animal”, justificou Neves Costa.
A resolução descreve como o veterinário deve proceder para matar diferentes tipos de animais, sejam eles silvestres, domesticados ou cobaias de laboratório. Em quase todos os casos, a orientação é que o profissional aplique a anestesia geral antes de matar o animal.
Por exemplo, um equino que necessite ser morto após diagnóstico de um profissional da área, precisa receber um sedativo, de preferência injetável. O veterinário tem que verificar se há ausência do reflexo corneal para, em seguida, aplicar uma dose intravenosa de cloreto de potássio. Outros métodos de eutanásia são aceitos sob restrição, como a utilização de arma de fogo.
As normas reforçam ainda a importância do médico veterinário para avaliar se a eutanásia é mesmo necessária e conduzir o processo dentro do regulamento.
Segundo a lei, a prática só é permitida se o animal estiver comprometido de forma irreversível, se os custos do tratamento forem incompatíveis com a atividade econômica a que ele se destina, se ele fizer parte de alguma atividade científica previamente aprovada ou se representar algum risco ou à saúde pública ou ao meio ambiente.

Fonte: ANDA

Nota da Redação (da ANDA): A prática da eutanásia só deveria ser permitida em casos de absoluta necessidade, em que apenas a morte ‘aliviaria’  o sofrimento do animal que padece de alguma doença grave e irreversível. Outros motivos não justificam matar um ser que pode ter sua saúde recuperada. O governo deve dispor de verba para reabilitar animais cujos tutores não possuem recurso. Da mesma forma, é questionável o critério do animal “representar risco à saúde pública”. Uma sociedade evoluída dispõe de politicas públicas que valorizam a vida e dão condição a todos os seres de usufruir de seu direito a uma vida digna.

Nota do blog: "custos do tratamento forem incompatíveis com a atividade econômica a que ele se destina" - lamentável esta possibilidade, se o animal não "compensar" o valor do tratamento, pode ser eutanasiado. Realmente lamentável.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Campanha do agasalho para gatos e cães 2012

A partir de hoje, 14 de maio de 2012, tem início a Campanha do Agasalho para gatos e cães, organizada pela "Adote um Gatinho". Esta é a quarta edição e para participar basta se dirigir a um dos postos de arrecadação (endereços no site) e depositar sua doação na caixa da campanha. Vamos colaborar?



Para maiores informações basta acessar o site: Campanha do agasalho AUG

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cavalo cai em córrego e é resgatado por bombeiros


Um cavalo caiu no arroio Dilúvio, na tarde desta quinta-feira, após se desprender da árvore em que havia sido amarrado, na avenida  Ipiranga, em frente ao Shopping Bourbon, bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre.
A vendedora de frutas Taís Magalhães, tutora do animal, relatou que costuma deixá-lo amarrado no local.
Uma viatura dos bombeiros e um guincho foram mobilizados para o resgate do animal. Durante a operação, que durou cerca de uma hora, a faixa da esquerda da Ipiranga, sentido bairro-centro, ficou bloqueada. No sentido contrário, a lentidão foi provocada pelos motoristas que diminuíam a velocidade para observar os trabalhos.
Apesar de não apresentar ferimentos, o cavalo foi recolhido a um abrigo da EPTC, na zona Sul, onde vai ser examinado por veterinários.


Fonte: ANDA

Cão ajuda companheiro cego e com epilepsia a se movimentar


Um cão cego e com epilepsia tem um companheiro de quatro patas que o guia para se movimentar. Incapaz de ver desde o seu nascimento, há dois anos e meio, o Golden Retriever, chamado Tanner, sofre também ataques frequentemente, segundo a KTUL-TV.




De momento, os funcionários de uma clínica veterinária em Oklahoma estão à espera que alguém adote o par de cães.
O veterinário Mike Jones disse que anteriormente, o Tanner caminhava nervosamente e não controlava as suas funções corporais, mas isso veio a mudar quando conheceu Blair, uma cadela (Labrador) que deu entrada no hospital veterinário com os seus próprios problemas.
Segundo os funcionários, Blair estava muito inquieta após ter sido alvejada, e um encontro casual com Tanner ajudou a mudar a sua vida.
Imediatamente, Blair começou a guiar o Tanner pelo recinto, com a sua trela na boca.
Desde que se conheceram, o Tanner nunca mais sofreu um ataque, garantiu o doutor Jones, que sublinhou não ter dúvidas sobre a Blair saber que o seu amigo é cego.

Fonte: ANDA

sábado, 17 de março de 2012

Novas fotos da nova amizade

Mais fotos da amizade que se estabeleceu entre o ex-novo membro da casa e um dos seus novos irmãos...não esperava que eles se fossem se gostar tão rapidamente!






quarta-feira, 7 de março de 2012

Dicas de cuidados com seu gatinho




Os gatos trocam de pêlo duas vezes por ano, na primavera e no outono. Na primavera, eles colocam uma “roupinha” mais leve, para enfrentar o verão. Já no outono, eles trocam para uma “roupinha” mais quentinha, que os protegerão do frio.

A troca de pêlo dura apenas algumas semanas, ou seja, em breve as coisas voltarão ao normal para você e para o seu gatinho! Mas, para miminizar os efeitos da troca, você pode aumentar a limpeza da casa nesse período, usando o aspirador com mais freqüência. Além disso, você pode escovar o seu gatinho! A escovação retira os pêlos mortos, e evita não só que eles fiquem espalhados pela casa, mas também que formem bolas no estômago do seu bichano. E, uma vez acostumados, os gatos AMAM ser escovados! 

Para escovar o seu gatinho:
- Escove sempre na mesma direção dos pelos, nunca na direção contrária. 
- Comece a escovação pelo topo da cabeça, essa é a parte que os gatos mais gostam!
- Se o seu gatinho não tem o costume de ser escovado, não tente escovar o corpo todo de uma só vez. Comece pela cabeça, e depois vá para as costas. Se ele reclamar, não insista. Pare a escovação e tente novamente no dia seguinte. Vá progredindo aos poucos!
- Nunca use força! Os movimentos devem ser suaves e delicados, como se você estivesse fazendo carinho ao seu gato.
- Use escovas próprias para gatos, à venda em pet shops.

Fonte: Facebook

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nascimento dos Pinheirinhos



Nascimento dos Pinheirinhos - 19/02/2012

A gatinha da foto foi resgatada da tragédia do Pinheirinho, barriguda de tudo. Fazia alguns dias que a tia Susan abria a porta do banheiro ansiosa pelos bebês. E nada, nada de os gatinhos nascerem. Agora a pouco, a Su foi cuidar dos gatinhos e, ao subir as escadas, pensou "poxa, eles podiam nascer hoje, dia em que estou tranquila, poderia ficar com eles, ajudar, cuidar... bem que papai do Céu podia colaborar". E, ao abrir a porta, que cena maravilhosa: quatro petibancos tinham chegado ao mundo. A mamãe, ainda uma gatinha adolescente, deu conta do recado e fez tudo sozinha. Que benção!

Fonte: Facebook



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Novo membro na família



Este é o Singh (Leão, em Punjabi, a língua oficial dos Sikhs) ou Costelinha (nome fofo que encontrei), o novo habitante aqui de casa. Ele chegou há uma semana, quando um amigo nosso o trouxe. Foi encontrado na rua, abandonado, sob a chuva, próximo de uma avenida movimentada. Este amigo o pegou mas não tinha condições de ficar com ele, pois já tem dois cachorros. Então dissemos para ele trazer o filhotinho, apesar de termos outros dois gatos. Ainda eles não foram apresentados oficialmente, pois o filhote é muito pequeno e não foi vacinado. Mas assim que isso acontecer, posto novas notícias. Bem-vindo, Singh!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cuidado com os Pet Shop's




A Polícia Civil de Orlândia, município de São Paulo, vai investigar a morte de um cão de 11 meses em um pet shop da cidade, na sexta-feira (20). Há indícios de maus-tratos. A Polícia Civil da cidade informou que vai ouvir ainda nesta semana a proprietária do pet shop.
Andrade, tutor de Tony, diz que o cachorro foi levado para banho e morreu trancado no veículo da empresa, onde ficou horas esquecido. Já a proprietária do pet shop admite ter esquecido o animal, mas diz que ele ficou dentro da loja, não do veículo.
Tony foi levado para o banho às 9h segundo Andrade, horas se passaram, e sua irmã resolveu ligar para o pet shop, por volta das 16h, e que chegou a ser informada que o animal já havia sido entregue.
Mais tarde, contou Andrade, a família conseguiu falar com a veterinária responsável pelo pet shop, e ela disse que Tony havia sido esquecido na caixa de transporte dentro do carro e que havia morrido.
Ainda segundo o tutor, a veterinária assumiu o erro e disse que lhe daria um novo cachorro. A família ainda não se decidiu se aceitará a proposta. “Não é a mesma coisa. Mas imagina se fosse uma criança? Ela me daria outra de volta?”, afirmou o consultor.
Em entrevista à Folha a médica veterinária Cíntia Fonseca, proprietária do pet shop, negou que o cachorro tenha sido esquecido dentro do carro. Porém admitiu que Tony foi esquecido no banho e tosa dentro do pet shop. Disse ainda que foi um “erro imperdoável” de sua parte e que cometeu uma “falha gravíssima”.

Fonte: ANDA

Incompetência galopante




Uma dona de casa denunciou um veterinário de ter colado com cola instantânea a pata de uma cadela da raça poodle, de 4 meses, que havia sofrido uma fratura em São Manuel (259 km de São Paulo). Agora, o animal corre o risco de ter o membro amputado.
“Levei a Radija ao pet shop, e lá o veterinário atendeu ela em cima do balcão mesmo. Ele disse que não poderia fazer nada, que era uma fratura e teria que imobilizar. Pegou um tubo de Super Bonder e utilizou para colar a patinha dela e depois prender a perninha contra o peito”, afirmou Kelly Cristina, que ainda relatou ele cobrou, além da consulta, o dobro do preço do tubo da cola. “O outro veterinário disse que só poderia rir do que foi feito, que não era correto esse tipo de tratamento e que deveríamos tirar toda a cola, fazer uma radiografia e medicar a cadelinha”, disse ela.
O filhote ficou com a parte do corpo grudada pela cola queimada. Além disso, pelo e pele da região caíram. Kelly registrou um boletim de ocorrência por maus-tratos contra o veterinário, e a polícia de São Manuel abriu investigação para apurar a denúncia.
Veterinário diz que já usou cola outras vezes
O veterinário Airton Romão, responsável pelo pela aplicação da cola instantânea, disse que é um procedimento comum no meio veterinário e afirmou que não cometeu crime. “Já fiz esse tipo de tratamento por diversas vezes. Sou formado há mais de 30 anos pela Faculdade de Medicina Veterinário da Unesp de Botucatu. Já tratei, com eficiência, desta maneira cabritos, aves e tartaruga. É algo comum para fraturas. O esparadrapo, tão utilizado na Medicina, também tem cola, mas é com menor intensidade. O que eu precisava neste caso era algo mais forte e utilizei o Super Bonder, com consentimento da tutora do animal. Mas essa cola deveria ter ficado 30 dias, agora não sei a maneira que foi retirada da cachorrinha, que certamente deve ter ficado machucada”, afirmou.
Ele não concordou com a acusação de maus-tratos. “Maus-tratos? Para mim é o contrário. Estava cuidando do animal, mas depois o caso foi passado para outro veterinário, que assumiu as responsabilidades”, disse.
A reportagem entrou em contato com o grupo de docentes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, que afirmaram que existem trabalhos na literatura veterinária sobre o uso de colas instantâneas em fraturas, mas todos em caráter experimental e com resultados controversos. Os docentes ainda afirmaram que a faculdade não utiliza tal procedimento em seus atendimentos e estão à disposição para cuidar da cadela Radija.

Fonte: ANDA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Matéria interessantíssima no jornal Pravda




Crimes contra animais: a consagração da impunidade

20.01.2012

Por Marli Moraes 

Atos bárbaros contra os bichos sempre ocorreram desde o primeiro contato nosso com os que chegaram aqui há milênios e sempre ocorrerão porque vemos nas espécies não-humanas apenas objetos com as mais variadas serventias.

Muitas barbaridades foram cometidas em nome de qualquer coisa, sejam nos rituais religiosos, nos circos, nas arenas de touradas, nas caçadas reais, nos matadouros, nos criadouros, nas universidades e laboratórios onde sádicos torturam e matam em nome da ciência e a maioria dessas crueldades tem carimbo oficial, reconhecidas por leis e outras desculpas e se tornam convenientemente aceitáveis pela sociedade por serem legalizadas, ou seja, oficializam a matança; o que não nos impede de combatê-las, de mostrarmos o lado obscuro e cruel dessas atividades.


É uma luta desigual, mas não desistiremos. 
A diferença é que em certas situações, essa agressividade pode e deve ser contida pela punição proporcional ao ato, que de modo nenhum pode e deve ser considerado de menor potencial ofensivo, expressão debochada sobre os gritos de dor de um bicho sendo torturado.


Em outra ponta encontramos os crimes individualizados, no varejo, atualmente muito divulgados pela imprensa que localizou nas redes sociais da internet os Movimentos de Defesa dos Animais; viu aí o termômetro de uma parcela da sociedade até bem pouco tempo excluída do processo político e por isso desdenhada até mesmo por essa mesma imprensa, que hoje dá visibilidade à nossa Causa. Nos últimos meses os canais de TV passaram a exibir vídeos chocantes, cenas de filme de terror que alertaram a sociedade sobre uma realidade que nós conhecemos há muito tempo.

Casos de crueldades se repetem e nada acontece porque temos uma legislação molenga bem ao gosto do brasileiro: em cima do muro, tentando não desagradar as duas partes; só que, no caso dos animais não estamos satisfeitos, queremos mudanças e radicais, não aceitaremos maquiagem na Lei 9605/32, ou qualquer artigo.
Descoisificar o animal não-humano é nosso propósito, dar a ele o estado legítimo de direito como um ser vivo provido das mesmas emoções que as nossas, merecedor portanto, de respeito e reconhecimento Jurídico.
Queremos, não estamos pedindo, estamos sugerindo e exigindo uma legislação onde o crime contra uma vítima sempre indefesa e inocente seja punido com um equivalente ao ato, seja o cometido por adultos ou um "dimenor"; o que importa é o potencial de periculosidade enrustido na mente de quem tortura um ser vivo e segundo as estatísticas do FBI, 85% dos "serial killer" treinaram em seus animais de estimação; se a Lei 9605, em si, oferta a liberdade por sua própria fragilidade, isso significa colocar nas ruas um assassino de humanos como se fosse uma bomba relógio, e a faixa etária não pode ser usada para atenuar a intensidade do ato.
O tempo urge e a cada dia, mais animais sofrem nas mãos de quem deveria estar na cadeia e por isso desejamos ações rápidas, sem as já conhecidas enrolações legislativas, até porque muitos que simplesmente desprezam a Causa irão se aproximar com pele de cordeiro, interessados de última hora.
Uma proposta de iniciativa popular está sendo cogitada; que seja então elaborada com sugestões as mais radicais possíveis, não podemos correr o risco de nossos ideais de Justiça sejam esfacelados pelas inúmeras emendas que serão colocadas no trâmite do Congresso. É aí que entra a maquiagem da bondosa Lei 9605 a que me refiro, não há a menor possibilidade de aceitarmos esmolas.

Com uma lei justa, bem formatada, sem brechas, inteligentemente regulamentada ainda assim precisaremos da trilogia abaixo:
- uma Delegacia Especializada, ou setores determinados em todas as unidades policiais com Policiais voluntários; assim nos livraremos das ironias quando vamos tentar registrar uma ocorrência envolvendo animais;
- uma Promotoria voltada para os crimes contra a fauna não-humana; um processo acusatório bem montado por quem de fato se interessa, dá mais suporte e esperança de que as provas e a verdade não desapareçam dos autos; também com voluntários;
-um Juizado Especial - pouco adiantam as duas etapas acima se o processo cair nas mãos de um Juiz comum que não gosta de bichos e tiver em mãos uma lei idiota.
O que muitos poderão dizer: matam gente... e nada acontece. Então, estabelecemos aí as diferenças: nós, defensores dos animais não somos exatamente acomodados sabemos como exercer em toda sua plenitude a cidadania e não nos conformamos com a impunidade; nenhum de nós vai diante das câmeras de TV perdoar um criminoso, rezar por ele como é comum acontecer, hipocritamente. Ora, se as pessoas perdoam seus algozes, monstros que assassinam seus filhos, como cobrar dos políticos leis mais severas? Esses mesmos políticos estariam na contramão da voz da sociedade boazinha que só vendo. 
Nós, não, não perdoamos, queremos Justiça e Justiça séria, não essa palhaçada legal.
Vamos sacudir essa inércia custosa que é o Congresso. Se nossos políticos não se sensibilizam com os milhares de mortes covardes de pessoas de bem, se ainda criam todos os estímulos, incentivando e premiando marginais com regalias mil, até o abominável auxílio-reclusão, conosco eles terão que justificar seus salários e mordomias.

E se você gosta da nossa disposição, admira nossa coragem, compareça em sua cidade no dia 22 de janeiro na manifestação por uma legislação justa para os crimes cometidos contra os animais. 
Seja bem vindo a um Movimento nascido nas bases, nas raízes populares, um clamor que vem de longe e e agora toma corpo com a inclusão digital o que nos permite uma ampla a troca de informações.
Dedico esse dia aos milhares que choraram pelas injustiças e se foram carregando em seus corações a tristeza da impunidade. Suas lágrimas não foram em vão, estamos aqui, um exército de voluntários armados com muita paixão e uma determinação inabalável. Um exército onde cada um é seu próprio líder.
Aos que chegam agora estou certa de que continuarão essa luta.


"Sou extremista porque quem é moderado na proclamação da verdade, proclama somente a metade da verdade e deixa a outra metade velada por medo do que o mundo dirá." (Gibran)
*Marli Moraes, carioca da gema, é dona de casa, presidente da Resgato, sociedade civil sem fins lucrativos e ativista pelos direitos dos animais. http://resgato.blogspot.com
http://ongresgato.blogspot.com
http://www.debatesculturais.com.br/crimes-contra-animais-a-consagracao-da-impunidade/

Fonte: Pravda